sexta-feira, março 20, 2009


Cremes anti-celulite

Mesmo você, moça que não tem exatamente o bumbunzinho tomado pelas cascas de laranja, as famosas celulites, um dia ainda vai usar o tal creme. Sim, afinal, você quer prevenir que a celulite tome o seu corpo! Verdade número 1: Eles custam muito dinheiro! E quanto mais caro, mais você vai achar que ele funciona. Sempre vai ter uma amiga que já usou um caríssimo e fez um efeito incrível. E mesmo que você nunca tenha visto a bunda dela, você vai acreditar. Verdade número 2: você nunca vê exatamente um resultado, a não ser nas fotos da embalagem. Verdade número 3: a indústria de cosméticos fatura uma fortuna com os cremes. Mentira número 1: celulite tem cura. Se algum creminho curasse a celulite, bastaria a gente aplicar uma vez e tchannnnaaan! O problema estaria solucionado. Mentira número 2: homem liga pra celulite. Homem que é homem nem sabe a diferença entre estria e celulite. E se ligar, deve ser muito metrossexual pra gente. Mentira número 3: a Gisele Bundchen passa o creme Bye-Bye Celulite, da Nivea. Não passa, mas a gente compra, porque estava com um preço ótimo e acaba com as celulites em até 4 semanas!

Certo. É fútil mesmo. Por isso, aviso. Só terapia da roupa não ajuda,não.
Diante disto, às vezes parece que você vai morrer de ansiedade. É muita coisa ao mesmo tempo agora. Então você fica deitada uma meia hora na cama com o peito apertado.

Aí o anjinho que mora dentro de você manda levantar. Você vai, ainda mal, tomar um banho, o peito agora um pouco menos apertado. Depois do banho, você pensa em um modelo. Acha horrivel. Até que encontra uma coisinha antiga, que você não usa faz muito tempo e fica perfeitamente bem. Melhor ainda com aquela calça. Uma melhora súbita é sentida (com a ajuda de alguns goles de café, claro).

Se resolve os problemas? Já disse que não. Mas diminuir um aperto no peito é sempre bom.



- Você quer trocar uma bicicleta, um brinquedo e duas camisetas por uma rolha?
A luz acende. O Silvio Santos quer saber.
- Siiiiiiim.

Passamos a vida inteira fazendo escolhas (ou achando que fazemos escolhas). E passamos a vida inteira pensando se fizemos as escolhas certas.

Dizem que mulher tem intuição. Sexto sentido. Premonição. Visões. Sente coisas. E temos mesmo. O que ninguém comenta, no entanto, é a capacidade telepática masculina de perceber que uma ex está tendo um novo negocinho legal. E resolver a voltar a importunar a pobre. Assim, sem mais nem menos. O que, digamos, é sempre bom. É sempre bom descobrir que a Torcida do Flamengo morre de amor por você.
Isso pode acontecer mesmo quando o ex desaparecido está em Marte. Na Conchinchina. Onde Judas perdeu as botas. No fim do mundo. É pura macumba da montanha? A ciência explica?! Seriam os homens extraterrestes?

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Carnaval em VCA


Tomar um bom café-com-leite em casa e ficar de meia vagando pela sua casa, sozinha.
Quando você começa a adotar este tipo de comportamento, pode ter certeza. Você está ficando velha. E, atenção, não há nada de errado com isso. Afinal, a idade traz a sabedoria. Sabedoria é um negócio que faz você ficar sabido, sabendo um bando de coisa.
Você sabe, por exemplo, que ficar vagando de meia pela casa falando com as paredes pode ser melhor do que ficar vagando pela rua falando com as pessoas. Como a atividade de ermitão é condenada pelo nosso meio social, ficamos com culpa.
É então que surge a prece meteorológica milagrosa.
Uma prece que existe desde que o mundo é mundo, muito antes do aquecimento global.
Uma espécie de reza em que você roga ao deus da meteorologia para que caia uma
chuva daquelas, um toró. E que a cidade alague, rios se formem e uma nevasca, uma neve, uma chuva granizo, paralize a vida.

Mas o toró não vem.
E você acaba sua noite num evento mais ou menos. Ao ouvir os primeiros acordes clichês de mais uma banda "incrível", você pensa: café-com-leite.

Mas um diaaaa o deus da meteorologia te ouve. E você pode dispensar vários eventos. E pessoas.
Chove canivetes e meu cobertor é testemunha de que não existe a menor possibilidade de sair.
Que chova, então, até o final dos tempos.

Sem esse negócio de arca para escapar. Amém.

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Recomendo!

"Hoje Vou Assim OFF [PRAS POBRES]".
http://hojevouassimoff.blogspot.com/

segunda-feira, janeiro 05, 2009



Podemos dividir o mundo em várias maneiras. Aprendi com Emarry e Renatinha que uma delas é de acordo com a relação que as pessoas têm com o guarda-chuva. Alguns têm o objeto estranho na hora da chuva. E nunca os perdem.
Outra categoria é a de quem sai às vezes sem guarda-chuva. E se é pego no meio de uma tempestade, espera a chuva passar como uma pessoa normal, abrigado debaixo de uma marquise. E existe ainda a turma a qual eu estou aprendendo a pertencer. Esta já perdeu tanto guarda-chuva na vida que simplesmente desistiu de vez de ter um. E quando sai de um lugar e o mundo está desabando.... oras, não tem paciência de esperar a chuva passar, claro.
E lá vão elas, andando no meio de uma tempestade, pisando em poças, levando água na cara porque os carros simplesmente passam por cima dos alagamentos. Depois, chegam em casa molhadas. Mas chegam. Na hora que quererem. Livres.
Isso é uma metáfora, sim. E que venham as tempestades. Elas continuarão andando embaixo delas.

domingo, dezembro 28, 2008

Desejo que em 2009...


Não é o romantismo, a TPM ou o cuidado com os cabelos que iguala as mulheres. É simplesmente o esmalte. Ou a falta dele.

Uma dia você está se sentindo linda e poderosa com aquele vermelho meio gabriela, meio deixa beijar. E sim,isso é nome de esmalte! Então você está no departamento atendendo uma senhora insuportável de uns 60 e tantos anos usando uma blusinha decotada de estampa de oncinha, um lenço no pescoço e muita, mas muita bijuteria dourada. Ela tem o mesmo esmalte que você. Exatamente o mesmo tom. Você começa a se sentir meio cafona.

Você decide passar uma cor clarinha pois reza a lenda que o melhor é uma cor clarinha para não "encardir". Você passa um terrível rosa, só não tão horrível quanto o zazá. E sai praguejando. Seu esmalte enche de bolinhas. Dizem que acontece isso se você sopra, mas na verdade, deve ter a ver com esmalte vagabundo.

E o que mais iguala todas as mulheres: o esmalte descasca. E você, com preguiça de tirar, fica com aquela terrível unha toda descascada.

E que o ano de 2009 seja repleto de unhas bem feitas, sem bolinhas e de cores exclusivas.

domingo, dezembro 07, 2008

Fábulas cosméticas e final de semana


Creminho esfoliante para o dedo mindinho, micro-esferas glamourizantes, sabão da Amazônia para afastar mau-olhado, hidrante depois de um dia de sol para o cotovelo direito, cheirinho de erva doce pra lembrar da avó, banho energizante sabor de manga rosa, xampu para acabar com o volume, xampu para fazer cachos de Gisele, xampu para fazer você pensar direito, condicionador revitalizador incrivelmente fabuloso, creme para cutículas, gel eliminador do efeito casca de laranja... sabão dos territórios mágicos. Humm...

sábado, novembro 15, 2008

Tédio


Un alfajor es una golosina tradicional de muchos países de Iberoamérica, principalmente en Argentina. Otros países con tradición de alfajores son Perú, Uruguay, Chile y España. Esta golosina está compuesta por dos galletas unidas en el centro por un dulce (dulce de leche, dulce de frutas, chocolate, mousse, entre otros) y generalmente está bañada en chocolate o glaseada. O nome vem do árabe al hasu e significa recheado. O alfajor entrou na Iberia durante o período al-Andalus com a entrada dos árabes no continente europeu.

sexta-feira, novembro 07, 2008





Hoje Pollyana atende em novo escritório. Um dia você acorda e resolve jogar tudo fora. Os seus poeminhas,seus bilhetes de amor, a mega foto do 3º ano, a sua boa educação, o bom mocismo, as roupas que combinam, as cartinhas das amigas de infância, os cumprimentos, a social, os brincos de bolinha, a crença na boa intenção, suas honras ao mérito... E também a paciência pra ieieiê legal. A Love-Song-chiclete-pop de Sara Bareilles é lagal pra passar os dias de Evil Polly. http://www.youtube.com/watch?v=MR5xv3pt7KI.

terça-feira, fevereiro 12, 2008


Lembra a história da menina Dorothy no clássico O Mágico de Oz, que sai de sua terra natal em busca de um lugar sem problemas, muito além do arco–íris? Todos nós já imaginamos a vida assim, como um cenário ideal, num filme colorido, em que nossos desejos se realizam sem a menor dificuldade. No entanto, às vezes, você não faz nem idéia de como chegar lá. E pior: a jornada sempre tem percalços. O Homem de Lata está enferrujado. O Espantalho busca a felicidade. Após a farra consumista do final de ano, o Leão tem vontade é de sair correndo.
Como aqueles quatro amigos, você pode botar o pé na estrada e tentar encontrar o Mágico de Oz, que atenderá a todos os seus pedidos, ou lembrar que os tesouros mais preciosos estavam o tempo todo mais perto do que se imaginava.

quarta-feira, janeiro 23, 2008


É hora de arrastar as meias pela casa. É hora de lembrar que o que você precisava mesmo era de um grande amor. Ou então, ao menos, você precisava ganhar na loteria. Só que quando Evil Pollyana aparece, sempre sem avisar, fica me lembrando que a chance de uma pessoa ganhar na loteria - loteria do amor, do sossego ou até mesmo a federal - é a mesma dessa mesma pessoa ser atingida por um raio.
Outro dia, lí que os metereologistas verificaram um aumento do número de raios que atingiram o Brasil. Diziam ser culpa da poluição. Mas havia um sentido nisso tudo. Se a chance de você ser atingida por uma raio duplicou.... quem sabe... a chance de você ganhar na loteria também pode ter aumentado sensivelmente! Talvez você até seja feliz! Estou falando bobagem? Claro! Mas a gente tem que se agarrar a essas ilusões para ir vivendo.

quarta-feira, janeiro 16, 2008

terça-feira, julho 10, 2007


Sabe quando o avião não pode levantar por falta de teto, o tempo está fechado e o piloto não pode decolar com segurança porque não enxerga nada? Na vida também é assim. O tempo fecha para o amor. E somos incapazes de levantar nosso nível de serotonina por causa de qualquer fulano que seja.
Essa não é a pior sensação do mundo. Não dá para decolar. Vez ou outra passa um amigo que também está com o tempo fechado e a gente fica tendo uma conversa de tias. "Será que o tempo vai melhorar?". "Acho que não, quando fica cinza ali para o lado da montanha é porque teremos muitos dias de mau tempo".
Mas peraí! Será que é mau tempo mesmo? Pelo menos não vai cair uma tempestade! O dia de amanhã não vai virar uma hecatombe por causa de um telefonema que não veio. E, o mais importante, eu não vou ter os cabelos desalinhados e a cara enlouquecida se isso acontecer.
Tudo bem, dia desses o tempo melhora! Depois chega o verão, com as suas malditas tempestades. Melhor esperar tomando outro café.


domingo, fevereiro 25, 2007

Camille Claudel

Outro dia esbarrei numa crônica antiga do Caio Fernando de Abreu e ele contava que, uma vez, andando deprimido por Paris, foi parar na frente da casa de Camille Claudel. Havia uma pequena placa que dizia: existe sempre uma coisa ausente que me atormenta. E dizia Caio: Algo sempre nos falta - o que chamamos de Deus, o que chamamos de amor, saúde, dinheiro, esperança ou paz. Sentir sede, faz parte. E atormenta. O final era ainda mais lindo. Quando um dia você vier a Paris, procure (a placa). E se não vier, para o seu próprio bem, guarde esse recado: alguma coisa sempre faz falta. Guarde sem dor, embora doa, e em segredo. E saber disso, que alguma coisa sempre falta, bem, isso já é um alívio.

quinta-feira, novembro 30, 2006

Corra, Nana, Corra




Run, run, run...
Quando o cara é um zé mané, até que é fácil. Somos capazes de fazer coisas como se tudo não passasse de um ritual rotineiro.
Agora.... algumas vezes na vida e outra na morte aparece um cara que talvez realmente valesse a pena. E o que você faz?
Run, run, run!
Corremos como loucas. Corremos em direção oposta a ele. Fugimos como se tivéssemos roubado uma coisa em uma loja! Fugimos do cara como se ele fosse o Elias Maluco!
Por que? Ora, ora, porque ele é um cara que realmente pode ser que venha a valer alguma coisa (seja dor de cabeça, uma paixãozinha, conversas incríveis e algumas mudanças sutis em seu guarda-roupa).
Run, run, run!
Corremos dele. O que esse ser legal e bacana poderia querer alguma coisa com a gente? Amizade, no máximo.

quarta-feira, novembro 29, 2006

Chega de verdades


A verdade é linda. Para Nietzsche a verdade é um ponto de vista. Só que muitas vezes o mundo já é tão cruel e chato que você simplesmente não está a fim de ouvir verdade. E nem de achar que a verdade é útil, apesar de ser verdade.
Isso porque em algumas épocas, todo o mundo, seus amigos, sua mãe, ex namorados, resolvem que chegou a hora de você ouvir algumas VERDADES. E lá vem aqueles papos: ele não te ama mais, ele só quer ser seu amigo, você emagreceu, ele é roubada, você é egocêntrica, você estuda pouco. Tudo bem, é tudo verdade, ou talvez seja. Mas para que falar agora? Tem vezes que a gente não está a fim de ouvir aquelas coisas, inclusive porque a gente já sabe da verdade.
As pessoas que falam VERDADES muitas vezes têm problemas. Você está cansada, confusa, e lá vem aquela saraivada de coisas sobre a sua vida. E você tem que engolir tudo à seco_não pode nem tomar um café porque vão dizer que você toma café demais, o que, inclusive, é verdade.
É importante lembrar que falar a verdade é diferente de falar VERDADES. Verdade é dizer algo como, é, o seu namorado ficou com duas em uma noite (mas nem isso deve ser dito sempre). VERDADES são aquelas análises todas sobre a sua vida baseadas em suposições.
E, se é para ser suposição, porque não pode ser uma positiva! Sim uma mentirinha sincera pode ser boa vez ou outra. Já que o seu interlocutor está dizendo o que acha (achar não é ter certeza) pode te mimar falando: ele ainda te ama, aquele outro está a fim de você, você engordou etc.
Espero mentirinhas deliciosas. E se você leu esse texto e achou uma baboseira, não me diga. Não quero ouvir essa verdade.

segunda-feira, novembro 27, 2006

Mulheres, quando nasceram, foram amaldiçoadas (ou abençoadas) com a praga do "o que ele está pensando?" E "o que a formiga está pensando" e "o que este poste de concreto está pensando?".
Pensamos tanto no que os outros estão pensando que até nos esquecemos de pensar no que nós estamos pensando. Pior: ficamos pensando no que os outros estão pensando ao invés de pensarmos coisas interessantes!
Sempre desconfiamos que há a possibilidade de um ser vivente - uma ameba, uma grama, um passante - estar tendo pensamentos que irão mudar o rumo da NOSSA vida. A paranóia é quase grave. Que ele está a fim de você, que ele não está a fim de você, que ele acha que você está a fim dele, que ele não acha que você está a fim dele, que ele te ama,que ele não te ama e todas as probabilidades possíveis surgidas desta análise combinatória.
A qualquer ruga do sujeito estamos prontas a enlouquecer. Porque ele pode estar pensando algo! O que é uma coisa aceitável. Porque, das duas a uma: ou ele está fazendo meditação avançada ou está mesmo pensando em algo.
Enquanto isso, nós - neuróticas, malucas, que sabemos que os homens pensam muitas coisas que não dizem porque também são neuróticos e malucos - trocamos 1000 messagens, 349 telefonemas e 29238378 tranmissões de pensamento com nossas amigas!

quinta-feira, novembro 09, 2006



"O que se leva da vida é o amor dos amigos". Estou descobrindo é a maravilha que é ter amigos de infância que você conheceu há meses. É claro que os amigos de infância mesmo continuam. Eles são amados. O que acontece é que vez ou outra aparecem novas pessoas e você se apega a elas e elas se apegam a você. O início de uma amizade é tipo o início de namoro. Vocês estão tão apaixonados que fazem coisas que não fariam mais por um amigo de anos. É o início de uma relação. Então, eles ainda não sabem as besteiras que a gente fez na vida e não vão nos lembrar de coisas do estilo: "quando você estava com o fulano você deixou de sair à noite." Frases como "não minta porque eu te conheço" também estão abolidas. Quanta liberdade! Mas o mais legal mesmo, o mais sensacional de tudo, é que um novo amigo de infância provavelmente vai virar um amigo antigo. Muuuito melhor que um namorado. Com o ex, a verdade é, um dia tudo vai acabar. Com amigos novos... tudo é alegria, diversão e falta de medo. Com um novo, é o de sempre, falta de ar, frio na barriga e um amigo novo de infância gritando para você: "se joga Di!"